Saudades da melhor dentista-pessoa que eu conheço.

Bruna Graneto Menezes | Porto Alegre
   
   
   
Qualidade de Vida
 
Qualidade de Vida no Trabalho

 

Profas. Maria Lúcia do Carmo Cruz Robazzi e Maria Helena Palucci Marziale*
 
Entende-se por Qualidade de Vida (QV) a percepção que a pessoa tem de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, padrões, expectativas e preocupações. É a sensação de bem estar de uma pessoa, que deriva da satisfação com as áreas da vida que lhe são importantes. Nos tempos atuais, é confundida com o consumismo existente: eu tenho QV se possuo o carro do ano, as roupas mais caras, os sapatos da moda, as jóias mais cobiçadas, o corpo mais esbelto, se compro o que desejo e o que a mídia e as "amizades" me impulsionam a comprar, mesmo sem necessidade.
O termo QV passou a ser empregado nos EUA após a II Guerra Mundial, reforçando a idéia que para viver bem, não bastava estar economicamente estável, devendo-se enfatizar a Promoção da Saúde, englobando fatores que determinam a QV da população, tais como: a elaboração e implementação de políticas saudáveis, a criação de ambientes favoráveis à saúde, o reforço da ação comunitária, o desenvolvimento das habilidades pessoais, informações e educação à saúde e a re-orientação do Sistema de Saúde para priorizar a Promoção da Saúde.
Alguns dos instrumentos utilizados para medir QV são: o Índice de Desenvolvimento Humano, que analisa as condições de renda, educação e saúde da população; o Índice de Condições de Vida em que são analisadas as dimensões renda, educação, infância, habitação e longevidade; o Índice de Qualidade de Vida composto pelos itens trabalho, segurança, moradia, serviços de saúde, dinheiro, estudo, qualidade do ar, lazer e serviços de transporte.
A QV passou a ser aplicada nas situações de trabalho e a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) pretende adotar filosofia e métodos para uma maior satisfação do trabalhador em sua atividade profissional. Tem uma perspectiva abrangente, representa em que graus os membros da organização são capazes de satisfazer suas necessidades pessoais através do seu trabalho na organização; pressupõe uma gestão dinâmica de fatores que afetam a cultura e renovam o clima organizacional, refletindo-se no bem-estar do trabalhador e na produtividade das empresas. A baixa QVT tem se mostrado como causadora da crescente alienação, da insatisfação do trabalhador e da queda da produtividade, podendo gerar comportamentos como alcoolismo e absenteísmo, entre outros.
Como a vida sem trabalho não tem significado, a QVT pode gerar um efeito direto sobre a produtividade pela melhoria da comunicação e coordenação, motivação dos empregados e da carreira individual. Influencia indiretamente a produtividade pelos efeitos da melhoria do bem-estar e da satisfação dos trabalhadores. 
Como vivemos grande parte de nossa vida trabalhando e o trabalho proporciona sentido à existência humana, devemos tentar torná-lo o mais prazeroso possível, já que a QVT não dialoga com ambientes de trabalho estressantes, ruins, conflituosos, em que se convive com fofocas, vilanias e outras atitudes inadequadas. Portanto acaba sendo uma construção coletiva entre os trabalhadores e seus empregadores, pela qual devemos cotidianamente desejar. 
 
 
 
 
 
Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (Artigo publicado no jornal Gazeta de Ribeirão no último dia 19 de novembro de 2007)
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.pcarp.usp.br/acsi/anterior/878/mat4.htm
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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  Dra. Lídia Sabbadini
Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares
Cirurgiã Dentista CRO-RS 4840